
Peço desculpas para o amigo leitor que acessou o meu blog hoje para ler notícias e comentários sobre Avaí, Figueirense ou algo sobre o futebol nacional. Pois o que decidi escrever é um assunto totalmente diferente e pessoal. Explico: Hoje à tarde fui levar minha mãe, juntamente com o meu filho Flávio, em uma clínica de olhos na Rua São Jorge para ela fazer um curativo devido a sua cirurgia de catarata. Como ia demorar um pouco, estacionei o meu carro e convidei o meu filho para dar uma volta ali pelas redondezas. Desci a rua São Jorge (atrás do Hippo), passei pela Trompwoski, e fui para a rua Alves de Brito. Ali, em frente ao colégio Silveira de Souza, comecei a sentir sensações como cheiros, cores e fragmentos de instantes de quando iniciei a minha vida como aluno escolar. Engraçado, ter passado por isso. Talvez o tempo - que sempre se mostra implacável- nos possibilite passar por isso. Ali, diante do portão lateral do colégio, um filme (em preto e branco) passou em minha mente. O primeiro caderno, a lancheira (com o suco de groselha comprado na venda do Seu Pereira), o lápis, a cartilha (acho que se chamava ""Caminho Feliz"), a primeira professora (Tia Cleuza), os amigos do morro do Céu, da Monsenhor Topp e até a "namoradinha" chamada Eliane. O Flávio que estava comigo, entendeu o sentimento, pois contava pra ele detalhes daquele tempo. As brincadeiras do boi de mamão, o mascarado, os balões (hoje são proibidos) e os campinhos que existiam na época. Falei pra ele tambem, dos cheiros de jasmins das casas antigas de Florianópolis. Das luzes de Natal, que na época eram lâmpadas coloridas e grandes. O efeito nas árvores era sensacional. Aliás, andar pela Trompwski e em frente a casa do governador com os seus "pinheirões" iluminados era algo mágico. Um mundo da fantasia. Aproveitei o passeio e mostrei onde morava a minha vó, na Rua Presidente Coutinho. E pra fechar a sessão "túnel do tempo" apontei para o meu filho, onde era a casa onde morávamos na Avenida Mauro Ramos. Ele apenas imaginou como era, pois no lugar, hoje está fincado um prédio enorme e com a frente toda envidraçada azul. Desculpem, não falei de futebol...






